Domingo, 9 de Outubro de 2005

- A honra caracteriza um povo


A honra caracteriza um povo

 







Libertamos os povos que colonizamos e como um povo
digno de sua história reparamos um erro dessa faceta ao ajudar Timor
Loro Sae a recuperar sua independência, isso nos honra como povo.



Mas para colmatar a façanha de povo honrado falta-nos reparar uma
injustiça de quase 205 anos, em 20 de Maio de 1801, nossos
compatriotas de Olivença caíam cativos de Espanha numa guerra covarde
e injusta, muitos dos governos portugueses desde essa data para cá
nada fizeram inclusive o regime fascista de Salazar.

 


 








Espanha não pode manter colonizado parte do território português.



JÁ É TEMPO DE REPARARMOS ESSE ERRO NACIONAL,
EXIJAMOS FORTEMENTE A DEVOLUÇÃO DE OLIVENÇA AO SEIO DE PORTUGAL.





Miguel Gaspar Roque


 






OLIVENÇA COLONIZADA (1801? – 1936)


Após a ocupação espanhola
de Olivença (1801), iniciou-se um processo de “aculturação”, que ainda
mais se pareceu acelerar a partir de 1815, data em que, segundo
Portugal, o território foi de novo reconhecido como legalmente
Português. Em 1840, foi proibido o uso do Português, nomeadamente nas
Igrejas.

Uma das maiores ironias verificou-se nas décadas de 1880/1890, quando
um Professor Espanhol, após o falecimento de uma velha Mestra que
ensinava a ler e a escrever em Português, tomou a seu cargo
escolarizar o maior número possível de crianças oliventinas. E fê-lo.
Só que, às mães que, em Português, lhe entregavam os filhos, dizia que
na escola só se ensinava espanhol, e que se quisessem ensino em
Português se dirigissem a Juromenha, a onze quilómetros em linha
recta, do outro lado do Guadiana, onde Guardias espanhóis lhes
impediram a passagem! Deste modo, ao alfabetizar-se, Olivença
colonizou-se.

Nos finais do Século XIX, surgem alguns movimentos pró-portugueses no
território, logo desarticulados. Alguns dos seus mentores preferiram
vir para o Alentejo ou para Lisboa, vindo-se a destacar, nesta cidade,
a figura de Ventura Ledesma Abrantes.

Nas décadas de 1910 e 1920, começa a circular em Olivença uma história
falsa, destinada a ter muito sucesso: a de que Olivença passara para
Espanha por troca com Campo Maior. Aliás, paralelamente, começou-se a
propalar que a região viera para Espanha como Dote de uma Rainha. A
confusão vai-se estabelecendo!

Entretanto, Táliga ou Talega, uma antiga aldeia oliventina, torna-se
Concelho Autónomo.

OLIVENÇA COLONIZADA (1936-1975)

A Guerra de Espanha abriu um novo capítulo na
descaracterização/colonização de Olivença. Maioritariamente
progressista e Republicana, a população, logo em 1936, ficou sob
domínio franquista. Alguns oliventinos foram fuzilados em Badajoz.
Muitos refugiaram-se em Portugal, onde, criminosamente, as autoridades
salazaristas “devolviam” os fugitivos espanhóis, sabendo condená-los
assim à morte. Os oliventinos escaparam quase totalmente a esta sorte,
se podiam provar a sua origem pronunciado correctamente algumas
palavras em Português (a mais usada “cinza”). Em 1939/40, regressaram
a Olivença, sendo então vítimas de repressão... perante a
impassividade de Salazar, que proibira mesmo a um oficial português
entrar em Olivença com o seu Regimento, em 1938!!!

O Franquismo levou a castração cultural de Olivença ao seu auge.
Mudaram-se apelidos, topónimos, referências históricas. Falar
Português era um anátema, sinal de atraso, vergonha, ignorância. As
classes possidentes, muito comprometidas com o franquismo, salvo
honrosas excepções, “espanholizaram-se” ao máximo, procurando estender
tal atitude a toda a população. Não havia professores, funcionários,
polícias, quadros, em Olivença... que nela tivessem nascido.
Suspeita-se que houve mesmo algumas emigrações intencionais, embora
80% da população, mais ou menos, seja de raiz portuguesa ainda hoje.
Estimulou-se o chamado “auto-ódio”. Os oliventinos passaram a
orgulhar-se duma História que não era a sua, e na qual não passam
afinal de presas de Guerra. Passaram mesmo a considerar a sua maneira
de falar Português como um “chaporreo”, um Português incorrecto...
atitude reforçada pelo facto de se tratar do falar alentejano,
diferente do Português ouvido na Rádio, primeiro, e na Televisão,
depois.

Quando economicamente a Espanha ultrapassou Portugal, reforçou-se a
rejeição a tudo o que era Português. Por via das dúvidas, criaram-se
imagens ultra-preconceituosas sobre o Português (miserável, pobre,
bruto, agressivo em relação ao pacífico e “genuinamente” espanhol
burgo oliventino, que queria roubar (!!!) a Madrid). Em resumo: um
típico processo de colonização!


 







 



Carlos Eduardo da Cruz Luna

Olivença é Portuguesa editou às 20:58

link do post | comentar | favorito
|

Defendendo Olivença

Em defesa do português Oliventino

Olivença back to Portugal

pesquisar

 

Grupos por Olivença


Grupo Yahoo Olivença

Grupo Olivença é portuguesa (MSN)

Blogs por Olivença


Jornal de Olivença

Olivença é Portugal

Solidários a Olivença


Sonho Alentejano

EU acredito em Portugal

Viver Livremente

Beja

Um bolíndri na tarrafa

Sites por Olivença


Grupo dos Amigos de Olivença    

Olivença,Olivenza    

Zolmer Xu Homepage    

PORTUGAL LIVRE

Foruns por Olivença


Forum Olivença     

Forum Defesa

Sobre Olivença

Para quando ???

Novo Fórum

Humor, ou algo mais?

TGV, Espanha e Olivença

Além Guadiana cultura por...

XXIV Cimeira Luso-Espanho...

Oliventinos querem estuda...

Uma colónia na Península ...

Verdegaio Brejeiro

Olivença no " The Telegra...

Olivença mensal

Abril 2010

Dezembro 2009

Junho 2009

Maio 2009

Janeiro 2009

Agosto 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Outubro 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Dezembro 2006

Outubro 2006

Agosto 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Estou no...








Estou no Blog.com.pt

E você, blogaqui?

:: Portal dos Sites :: Clique Aqui ::
blogs SAPO

subscrever feeds

tags

todas as tags